Flusser reflete inicialmente sobre como os objetos acabam sendo um obstáculo para os seres humanos, se colocando como exemplo, visto que, quanto mais tempo se passa, mais precisa-se deles ou melhor, quanto mais precisa-se deles, mais é consumido. Ou seja, algo que foi criado para ser um facilitador, e se tornou uma necessidade. Sendo que, o mais importante que o mesmo deveria mediar é a comunicação e a relação entre as pessoas.
Portanto, primeiro questiona sobre se é possível criar um objeto de uso que, ao mesmo tempo que facilite e ajude as pessoas a evoluírem, também que não sejam atrapalhadas com a dependência daquele item, ou melhor, como dito pelo mesmo "Posso configurar meus projetos de modo que os aspectos comunicativo, intersubjetivo e dialógico sejam mais enfatizados do que os aspectos objetivo, objetal, problemático?"
Logo em seguida, enfatiza a importância do aspecto intersubjetivo, ou seja, nas relações entre pessoas em relação ao objeto e não na utilização do mesmo. Desta forma, critíca os designs e a progresso cientifico e técnico que fazem e pensam ao contrário disso, visto que, são irresponsáveis ao colocar a atenção apenas para o objeto e assim impedindo a liberdade na questão apresentada.
Apesar de tudo, com o surgimento dos objetos de uso imaterial se tornaram objetos são mediáticos, intersubjetivas e dialógicas, entretanto, ao contrário dos materiais, são facilmente descartados quando não são mais úteis, assim como os imateriais. Por fim, é possível observar que há esperanças no autor, já que explica que é possível que haja um pouco mais de liberdade, a partir do momento que as pessoas tendo em mente o quanto essas coisas acabam sendo passageiras, o que já está ocorrendo atualmente.
Resumo: Atualmente design é alguém que projeta objetos com aspectos estéticos e úteis. Com isso, Flusser crítica essas pessoas pois para ele, os objetos deveriam ser comunicativos e com caráter intersubjetivo. Entretanto, com a atratividade do processo tecnico cientifico, se torna cada vez mais dificíl, mesmo com o surgimento de objetos imateriais que apresentem o que Flusser acredita.
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